Governo do Distrito Federal
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23/08/17 às 16h49 - Atualizado em 18/07/18 às 16h21

Borboletário

Inaugurado em 21 de outubro de 2005 e é um dos espaços mais encantadores do Parque. A estrutura tem um formato ovalado possuindo 26m de comprimento, 10,3m de largura e 10m de altura, ornado com uma estrutura de tela metálica, com um sombrite que ajuda na manutenção da temperatura, luminosidade e umidade, além de impedir a fuga dos animais e protegê-los de predadores.

 

Toda parte paisagística do interior do Borboletário foi idealizada com intuito de reproduzir as características naturais que as espécies encontram em seus ambientes específicos, e que garantem o seu ciclo de desenvolvimento. São reproduzidos 3 tipos de microclimas: um de mata fechada, outro de área brejosa e um terceiro de área seca. As espécies vegetais de cada uma dessas áreas estão associadas aos ciclos reprodutivos e alimentares das espécies mantidas neste espaço.

 

Manutenção garante conservação e reprodução destas espécies

 

Atualmente, o Zoológico mantém em exposição no seu Borboletário, um total de 14 espécies de borboletas, sendo que existe a intenção colaborativa na manutenção de outras espécies com interesses voltados para estratégias conservacionistas. Além das borboletas, estão em exposição atualmente na área de visitação do Borboletário uma espécie de aranha (Acanthoscuria atrox) e quatro espécies de escorpião (Tityus serrulatus, Tityus bahiensis, Tityus fasciolatus e Bothriurus araguayae).

 

Apesar de não ser uma tradição encontrada na maior parte dos zoológicos brasileiros, a manutenção de animais invertebrados sob cuidados humanos, além de ser uma excelente ferramenta para mediação de processos de aprendizado de conceitos científicos, pode ser utilizado para práticas de educação ambiental, ou ainda mais, nas estratégias para garantir conservação de espécies que atualmente se encontram em alguma das categorias da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas.

 

De fato, justificar a manutenção de qualquer espécie se embasando meramente em práticas educativas é muito pouco. Sabemos que o conhecimento acumulado acerca da biologia de muitas espécies de lepidópteros (grupo que abrange borboletas e mariposas) ainda não é muito vasto, sendo que a disponibilidade criteriosa de populações ex situ poder vir a ajudar na produção de conhecimentos que subsidiem pesquisadores e apoiem Programas de Ação Nacional para conservação dessas espécies ameaçadas.

 

O Diretor de Répteis, Anfíbios e Artrópodes, Alberto Gomes de Brito ressalta a importância desses insetos para o ecossistema. “São muito importantes nos processos reprodutivos de muitas espécies de plantas com flores, uma vez que transportam o pólen de um vegetal paro outro, permitindo assim a formação das sementes. Além disso, muitos deles são importantes agentes indicadores de qualidade ambiental, podendo ser utilizados para se avaliar o quão degradado um ambiente está”, destaca.

 

Serviço

O Borboletário abre de quarta-feira a domingo, das 9h às 12h45 e das 14h às 16h.  Cada visita é acompanhada por um monitor, que atende até 15 pessoas por vez, para tirar dúvidas e falar sobre curiosidades dos insetos.

 

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