Governo do Distrito Federal
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17/08/17 às 10h06 - Atualizado em 14/05/18 às 10h11

Répteis

Aperema (Rhinoclemmys punctularia)

 

TAXONOMIA
Classe – Sauropsida
Ordem – Testudines
Família – Geoemydidae

 

Características: Espécie semi-aquática, possui uma carapaça ovalado e alto, com quilha sobre os escudos vertebrais. São presas muito comuns de jacarés e jabutis. Atingi o tamanho máximo de 25 cm e pesa em média 2 kg.
Alimentação: Onívora, incluindo peixes, crustáceos, vermes e vegetais.
Reprodução: Ovípara, põe de 1 a 3 ovos por vez
Longevidade: Aproximadamente 50 anos
Habitat e distribuição geográfica: Ocorre na Venezuela, Guianas, Trinidad e Tobago. No Brasil, ocorre nos estados do Pará, Amazonas, Maranhão, Roraima e Amapá.
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: Atualmente é uma espécie ameaçada de extinção. Entre as principais razões está a ação humana, através do desmatamento, da poluição local e da caça pela procura da sua carne.

 

 

Cágado-de-barbicha (Phrynops geoffroanus)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Testudines
Família – Chelidae

 

Características: Sua característica mais predominante é a presença de um par de “barbelas” no queixo parecendo uma barbicha, além da presença de linha preta e larga que se estende longitudinalmente pelo olho. Medem em torno de 35 cm e pesam cerca de 3 kg.
Alimentação: Onívora. Alimentam-se de folhagem, frutos, insetos, moluscos, minhocas e peixes.
Reprodução: Ovípara, entre 6 e 18 ovos
Longevidade: Cerca de 40 anos
Habitat e distribuição geográfica: Amazônia colombiana, Equador, Peru, Bolívia e Brasil até o norte da Argentina e Paraguai.
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: O nome científico deste cágado é uma homenagem ao naturalista francês Étienne Geoffroy Saint-Hilaire, que foi um dos pioneiros no estudo da vida selvagem sul-americana durante o século XVIII. Esta espécie possui a capacidade de se adaptar a grandes alterações no ambiente, podendo ser encontrada tanto em locais bem preservados como até mesmo em valetas de esgoto.

 

 

Cágado-cabeçudo (Mesoclemmys vanderhaege)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Testudines
Família – Chelidae

 

Características: O seu nome se da por conta do tamanho avantajado da sua cabeça que garante, quando necessário, uma boa mordida. Os ovos são enterrados em um ninho aberto no solo e apresentam casca dura e lisa, semelhante à do ovo de galinha, apresentando coloração creme. Trata-se de uma espécie praticamente desconhecida em termos da sua história natural. Pode atingir o tamanho aproximado de 35 cm e pesa em média 15 kg.
Alimentação: Carnívoro, se alimentando basicamente de peixes pequenos, anfíbios, vermes, insetos e moluscos.
Reprodução: Ovípara, põe 1 a 14 ovos
Longevidade: Aproximadamente 20 anos
Habitat e distribuição geográfica: Norte da Argentina, o Paraguai e o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: As fêmeas são maiores que os machos.

 

 

Cascavel (Crotalus durissus)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Viperidae

 

Características: Serpente peçonhenta, possui como principal característica o chocalho, que nada mais é do que resquícios de queratina que permanecem na parte terminal após a troca de pele. Tem cor castanha, com desenhos geométricos em forma de losangos brancos e negros ao longo do corpo, sendo que o ventre é mais claro. Pode atingir o tamanho de aproximadamente 1,5 metro. Possui fosseta loreal (órgão que detecta calor e a presença de presas).
Alimentação: Roedores, anfíbios e lagartos.
Reprodução: Vivíparo (até 25 filhotes).
Longevidade: Aproximadamente 20 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Nas Américas, em áreas secas e desérticas. Habita campos e florestas. Hábitos Noturno e crepuscular.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: A peçonha (secreção venenosa) da Cascavel é miotóxica, neurotóxica e nefrotóxica, causando lesões e rupturas das fibras musculares, paralisia dos músculos da face e falência renal. Ao contrário do que alguns pensam, o número de anéis do chocalho não determina a idade do animal. Quando irritada, emite som característico a partir do chocalho.

 

 

Cobra-cipó (Philodryas olfersii)

 

TAXONOMIA

Classe – Reptila

Ordem – Squamata

Família – Colubrídeos

 

Características: Serpente peçonhenta, tem escamas dorsais no corpo de tom verde brilhante com uma linha marrom de comprimento que sai da região dorsal da cabeça até o fim do corpo e escamas dorsais mais claras. Podem chegar a aproximadamente 1 metro.

Alimentação: Mamíferos, aves, anfíbios e lagartos.

Reprodução: Ovíparo (até 8 ovos).

Longevidade: Aproximadamente 8 anos.

Habitat e distribuição geográfica: Praticamente em toda América do Sul. Habita matas, florestas e campos.

Status de conservação (IUCN): Não ameaçada.

Curiosidades: A cobra-verde tem dificuldade de introduzir grande quantidade de veneno, pois possui uma dentição localizada na parte posterior da boca (opistóglifa). Muito ativa e quando ameaçada foge rapidamente, mas quando acuada pode morder e causar envenenamento. Apesar de raro, existe registro de óbito por envenenamento, o que faz com que alguns autores a considerem uma serpente semipeçonhenta. Camufla-se facilmente na vegetação.

 

 

Cobra-devoradora-de-pássaros (Rhachidelus brazili)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Dipsadidae

 

Características: Pode atingir 1,32 m de comprimento e possui 24 escamas dorsais ao redor da metade do corpo e escamas vertebrais largas. O dorso apresenta coloração amarronzada escura ou preta, com o ventre predominantemente escuro. Animais jovens podem ter uma mancha branca na parte de trás da cabeça.

Alimentação: Carnívoro, alimentando-se principalmente de ovos de aves.

Reprodução: Ovípara, com o período de incubação ainda desconhecido.

Longevidade: Desconhecido.

Habitat e distribuição Geográfica: Ocorre no Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Também pode ser encontrada no Paraguai e Argentina. Campos abertos, Cerrado, Pantanal e bosques.

Status de Conservação (IUCN): Desconhecido.

Curiosidades: Esta serpente é pouco conhecida e quase nada se sabe sobre o seu comportamento, reprodução e status de conservação. Apesar de não ser considerada ameaçada de extinção a nível internacional, suspeita-se que a espécie sofre com a destruição do habitat e, principalmente, pela redução da disponibilidade de alimento, visto que a perda do Cerrado afeta os locais onde as aves podem fazer os ninhos e pôr os ovos. Costuma ser confundida com seu parente próximo, a muçurana (Clelia clelia), mas ao contrário desta, não se alimenta de outras serpentes. Seu nome científico é uma homenagem ao médico Vital Brazil, fundador do Instituto Butantã e um dos pioneiros no estudo das serpentes brasileiras.

 

 

Cobra-do-milho (Pantherophis guttatus)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Colubridae

 

Características: Possuem dezenas de variações de cores, resultado principalmente da seleção artificial (reprodução em cativeiro). Um adulto pode medir aproximadamente 1,5m e não são peçonhentas.
Alimentação: Roedores.
Reprodução: Ovíparo.
Longevidade: Aproximadamente 14 anos.
Habitat e distribuição: América do Norte, matas abertas e áreas de plantio.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: A cobra do milho é comumente reproduzida para o comércio de pets nos Estados Unidos e outros países, por possuir um temperamento dócil. Ela mata suas presas por constrição. Existem relatos de encontro desses animais livres juntamente com a fauna nativa nos biomas do Brasil, o que pode constituir em um problema de competição com as espécies locais.

 

 

Cotiarinha (Bothrops itapetiningae)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Viperidae

 

Características: Serpente peçonhenta, com manchas marrom-escuras e com bordas claras nas escamas. Pode chegar a medir aproximadamente 50cm. Possui duas fossetas loreais (órgão que detecta calor e a presença de presas) na porção rostral de sua cabeça triangular.
Alimentação: Roedores.
Reprodução: Vivíparo, podendo ter mais de 20 filhotes em uma gestação.
Longevidade: Aproximadamente 12 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Centro sul e sudeste do Brasil. De hábito Crepuscular e noturno.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: Essa é a menor espécie de Jararaca encontrada no Brasil, sendo que sua peçonha (secreção venenosa) possui substâncias que causam hemorragia e necrose podendo ser necessário, em casos graves, a amputação dos membros afetados. Sua coloração marrom a torna difícil de perceber no ambiente (camuflagem). Assim como as diversas espécies de Jararacas, batem o rabo quando se sentem ameaçadas.

 

 

Falsa-coral (Oxyrophus sp.)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Elapidae

 

Características: Espécie de falsa coral que apresenta listras vermelhas, pretas e brancas alternadas em padrões característicos, podendo chegar a aproximadamente 1 metro. Essas listras podem se mostrar simetricamente irregulares, e de maneira geral, não se completam no ventre do animal.
Alimentação: Roedores.
Reprodução: Ovíparo (até 8 ovos).
Longevidade: Aproximadamente 10 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Áreas abertas, Cerrados e campos.
Status de conservação (IUCN): Não ameaçada.
Curiosidades: Serpente de hábito terrícola, imita os padrões da cobra coral verdadeira, o que pode ser vantajoso. É um animal muito ativo e que caça suas presas, matando-as por constrição.

 

 

Iguana (Iguana iguana)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Iguanidae

 

Características: As iguanas possuem uma coloração verde ou acinzentada. A cauda de uma iguana possui dois terços do comprimento total do corpo. Seu comprimento total pode chegar a aproximadamente 180cm.
Alimentação: Herbívora
Reprodução: Ovípara
Longevidade: Aproximadamente 15 anos
Habitat e distribuição geográfica: Regiões tropicais. Arborícola.
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: As mães de alguns animais oferecem proteção e alimentação aos seus filhotes, até que eles sejam independentes. Para adquirirem a microbiota necessária para degradar o alimento que elas ingerem, quando filhotes a mãe deposita excrementos para que seus filhotes comam e adquiram esses microrganismos. Quando ameaçada a iguana se defende com mordidas e ataques com sua cauda.

 

 

Jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Testudinata
Família – Testudinidae

 

Características: Os machos são maiores que as fêmeas, variando entre 30 35 cm. O peso varia entre 6 e 12 Kg. O palastrão é reto ou convexo nas fêmeas e côncavo no machos, justamente para encaixarem nas fêmeas por ocasião da cópula.
Alimentação: Vegetais, frutas doces, carne e legumes.
Reprodução: Ovípara
Longevidade: Em média 80 anos
Habitat e distribuição geográfica: É amplamente encontrado por toda América do Sul, principalmente nas áreas de cerrado, bordas de matas e florestas baixas.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: Em inglês, é chamado de Red-Footed Tortoise (Tartaruga de Pés Vermelhos), pois possui escamas vermelhas nas patas e na cabeça.

 

 

Jabuti-tinga (Chelonoidis denticulata)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Testudinata
Família – Testudinidae

 

Características: As fêmeas são maiores que os machos e podem chegar a 70 cm. Os machos chegam no máximo a 40 cm. O peso pode chegar a 60 Kg. Na presença de outro macho no local, ocorrem disputas pela fêmea. Os machos recolhem a cabeça sob o casco e batem os cascos um no outro buscando virar o adversário.
Alimentação: Vegetais, frutas e insetos.
Reprodução: Ovípara
Longevidade: Em média 80 anos
Habitat e distribuição geográfica: É amplamente encontrado por toda América do Sul, principalmente nas Florestas Tropicais.
Status de conservação (IUCN): Vulnerável.
Curiosidades: Em inglês, é chamado de Yellow-Footed Tortoise (Tartaruga de Pés Amarelos), pois possui escamas amarelas, ou amarelo-alaranjados, nas patas e na cabeça. O Jabuti-tinga é a maior espécie de jabuti da América do Sul.

 

 

Jacaré-do-Pantanal (Caiman yacare)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Crocodylia
Família – Alligatoridae

 

Características: Mede entre dois a três metros de comprimento e seu padrão de coloração é bastante variado, sendo o dorso particularmente escuro, com faixas transversais amarelas, principalmente na região da cauda.
Alimentação: Peixes, anfíbios, répteis, aves aquáticas e pequenos mamíferos.
Reprodução: Ovípara
Longevidade: Em média 50 anos
Habitat e distribuição geográfica: Habita a parte central da América do Sul, incluindo o norte da Argentina, sul da Bolivia e Centro-Oeste do Brasil, especialmente no Pantanal e rios do Paraguai.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: Mesmo com a boca fechada deixa ver muitos dentes, dai o apelido de jacaré piranha. Vivem em ambientes essencialmente aquáticos, como alagados, rios, lagoas e pântanos. É conhecido também como jacaré do Paraguai.

 

 

Jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Crocodylia
Família – Alligatoridae

 

Características: Mede entre dois a três metros. Animais adultos tendem a ser de cor verde-oliva enquanto os filhotes são mais amarronzados com costas listradas me preto e pontos escuros na cabeça e lateral da mandíbula.
Alimentação: Peixes, anfíbios, répteis, aves aquáticas e pequenos mamíferos.
Reprodução: Ovípara
Longevidade: Em média 50 anos
Habitat e distribuição geográfica: É amplamente distribuído pelo sudoeste da América do Sul, ocorrendo em qualquer ecossistema associado às aguas nas bacias dos rios Paraná, Paraguai, Uruguai e São Francisco, sendo comum desde o extremo leste do Brasil até o Uruguai.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: São conhecidos por esse nome pois, durante a fase do acasalamento, estes animais ficam com área do papo amarelado. Possuem o focinho mais largo de todos os crocodilianos.

 

 

Jacaré-tinga (Caiman crocodilus)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Crocodylia
Família – Alligatoridae

 

Características: O macho pode chegar a 2,5 metros e a fêmea, a 2 metros. Os filhotes nascem com cor amarelada e manchas pretas sobre o corpo e cauda, com o amadurecer do animal, sua cor chega ao verde oliva.
Alimentação: Peixes, anfíbios, répteis, aves aquáticas e pequenos mamíferos.
Reprodução: Ovípara
Longevidade: Em média 50 anos
Habitat e distribuição geográfica: Seus países de origem são: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Venezuela. Foi introduzido em Cuba, Porto Rico e Estados Unidos.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: O acasalamento ocorre na estação chuvosa. A fêmea faz o ninho aglomerando pequenas quantidades de vegetações secas, como gravetos, por exemplo, e terra e põe ali de quatorze a quarenta ovos que demoram, em média, sessenta dias para eclodir.

 

 

Jararaca da bahia (Bothrops leucurus)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Viperidae

 

Características: Serpente peçonhenta de escamas amarronzadas a cinzas. Possuem fosseta loreal (órgão que detecta calor e a presença de presas), olhos com pupilas fendidas e cabeça triangular. Seu tamanho pode chegar a aproximadamente 1,2 metros.
Alimentação: Roedores e aves.
Reprodução: Vivíparo (até 35 filhotes).
Longevidade: Roedores, anfíbios e lagartos.
Habitat e distribuição geográfica: Endêmica no Brasil, é encontrada nos estados do Maranhão, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.
Status de conservação (IUCN): Não ameaçada.
Curiosidades: A peçonha (secreção venenosa) da Jararaca possui substâncias que causam hemorragia e necrose podendo ser necessário, em casos graves, a amputação de membros afetados. Espécie bastante agressiva e sua cor a torna difícil de perceber no ambiente (camuflagem).

 

 

Jararaca-do-cerrado (Bothrops moojeni)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Viperidae

 

Características: Essa espécie de Jararaca apresenta normalmente coloração que varia do pardo ao verde claro, com losangos invertidos no dorso e ventre amarelado, podendo ultrapassar 1 metro de comprimento. Espécie muito agressiva, pode dar botes verticais, atingindo muitas vezes partes mais altas do corpo.
Alimentação: Roedores.
Reprodução: Vivíparo.
Longevidade: Média de 15 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Argentina, Paraguai, Bolívia e sudeste e centro do Brasil (Cerrado e matas).
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: A peçonha (secreção venenosa) da Jararaca possui substâncias que causam hemorragia e necrose podendo ser necessário, em casos graves, a amputação dos membros afetados. Essa espécie de serpente é responsável pela maioria dos acidentes ofídicos ocorridos no Brasil, resultado da degradação de seu habitat e consequente procura por recursos em ambientes urbanos. Animal muito agressivo, podendo desferir botes verticais.

 

 

Jararaca-pintada (Bothrops neuwiedi)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Viperidae

 

Características: Serpente peçonhenta, possui manchas marrom-escuras com bordas claras nas escamas, podendo ter variação na tonalidade e intensidades da cor. Pode chegar a medir mais de 1 metro. Possui fossetas loreais (órgão que detecta calor e a presença de presas) na porção rostral de sua cabeça triangular.
Alimentação: Roedores.
Reprodução: Vivíparo.
Longevidade: Aproximadamente 15 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Praticamente no Brasil inteiro, habitando campos e matas.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: A peçonha (secreção venenosa) da Jararaca possui substâncias que causam hemorragia e necrose podendo ser necessário, em casos graves, a amputação dos membros afetados.

 

 

 

Jiboia (Boa constrictor)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Boidae

 

Características: Serpentes de porte médio, possuem cores que variam de creme a marrom ou cinza, com manchas geométricas escuras. Seus padrões de cores agem muitas vezes como uma camuflagem eficaz, tornando-as extremamente difíceis de serem visualizadas em ambiente natural. Os animais mais jovens tendem a ter cores mais brilhantes. É pacífica e lenta. Podem chegar ao tamanho aproximado de 4 metros.
Alimentação: Aves e pequenos mamíferos.
Reprodução: Vivíparo (até 60 filhotes).
Longevidade: Aproximadamente 15 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Pode ser encontrada na Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Floresta Amazônica, restingas e mangues. Possui hábito noturno.
Status de conservação (IUCN): Não vulnerável.
Curiosidades: É a segunda maior serpente brasileira. Possui olhos com pupila vertical e cabeça triangular, características antigamente associadas as serpentes peçonhentas. No Brasil, existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (BCC) e a Boa constrictor amarali (BCA). A primeira é amarelada, de hábitos normalmente mais pacíficos e encontrada na região nordeste. A outra, pode ser encontrada mais ao sul e sudeste e centro oeste do Brasil. É um animal muito procurado pelos criadores.

 

 

Jiboia arco-íris (Epicrates cenchria)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Boidae

 

Características: Possui dorso pardo-avermelhado com manchas negras e ventre amarelado, apresentando brilho intenso. Os padrões de cores e desenhos variam de acordo com a subespécie. Seu comprimento pode atingir aproximadamente 1,5m.
Alimentação: Roedores e aves.
Reprodução: Vivíparo.
Longevidade: Aproximadamente 15 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Cerrados, Caatinga, Mata Atlântica e Floresta Amazônica.
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: Serpente de hábito terrícola e arborícola. Muito ativa, mata suas presas por constrição. Quando a luz incide sobre as escamas da serpente, ela se decompõe em seus vários espectros, sendo que cada comprimento de onda expressa uma cor diferente. Sendo assim, observa-se a série de reflexos brilhantes, que deu o nome “arco – íris“ ao animal.

 

 

Muçuã (Kinosternon scorpioides)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Testudines
Família – Kinosternidae

 

Características: Possui pequeno porte porte e sua carapaça (casco), extremamente original, é caracterizada por três quilhas longitudinais, que lhe da aspecto inconfundível. O nome “scoepioides” provem de um esporão córneo na cauda, mas evidenciado em machos. Possuem o tamanho aproximado de 15 cm e pesam em média 0,5 kg.
Alimentação: Onívora, incluindo peixes, girinos, anfíbios insetos e algas.
Reprodução: Ovípara, pondo de 1 a 7 ovos, com média de 3.
Longevidade: Aproximadamente 15 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Desde o Panamá, Guianas até o Brasil, com maior ocorrência na Ilha do Marajó. Ocorre também no Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: Quando atacadas exalam uma substância de odor intenso, chamado almíscar, que é secretada por glândulas situadas diante das patas posteriores.

 

 

Periquitamboia (Corallus caninus)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Boidae

 

Características: A espécie possui as escamas dorsais verdes e as ventrais amarelas, além de dentes longos e finos. Não peçonhenta. Quando filhotes apresentam cor avermelhada. Seu tamanho pode chegar a aproximadamente 1,5m.
Alimentação: Roedores, pequenas aves e répteis.
Reprodução: Vivíparo (de 3 a 10 filhotes).
Longevidade: 15 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Floresta Amazônica (Árvores e arbustos próximos a rios e igarapés de florestas tropicais).
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: Serpente de hábitos exclusivamente arborícola e noturno, passa a maior parte do dia em uma posição característica com a cabeça apoiada no centro das voltas do corpo. A presa capturada é morta por constrição e normalmente engolida enquanto a cobra está suspensa em um galho, apoiada na cauda ou pela região posterior do corpo. Devido a beleza exuberante, o animal é muitas vezes objeto de tráfico.

 

 

Píton Indiana (Python molurus)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Pythonidae

 

Características: Uma das maiores serpentes constritoras do mundo, são aquelas que matam a presa com seus anéis, ao enroscassem nelas. Tem um padrão de escamas com manchas dorsais quadrangulares alongadas. Pode apresentar o padrão albino ou pigmentado. O tamanho médio é de 4,5 metros.
Alimentação: Mamíferos e aves
Reprodução: Ovíparo (até 100 ovos)
Longevidade: Aproximadamente 25 anos
Habitat e distribuição geográfica: Nativa do sudeste asiático, habita campos e matas.
Status de conservação (IUCN): Vulnerável
Curiosidades: Uma das poucas espécies de serpentes que permanece sobre os ovos para ajudar no desenvolvimento dos embriões. Devido a sua força muscular e outras adaptações, consegue escalar árvores, no entanto, seu peso acaba sendo uma limitação para o hábito arborícola. A introdução desse animal em ambientes não nativos, como no continente americano, e principalmente nos EUA, tem causado problemas de competição com outras espécies nativas, além de acidentes com humanos e animais domésticos, por vezes fatais. O padrão albino é menos comum pelo fato do animal ficar mais visível aos predadores e presas. Não são animais peçonhentos e possuem órgãos termorreceptores nas bordas da boca (fossetas labiais) que percebem as variações de temperatura.

 

 

Suaçuboia (Corallus hortulanus)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Boidae

 

Características: Animal arborícola e de movimentos lentos, possui corpo esguio e atinge aproximadamente 1,5 metro. Sua cabeça triangular se destaca muito do corpo. Apresenta policromia, podendo ter muitas variações de cores dentro da espécie.
Alimentação: Aves e pequenos mamíferos.
Reprodução: Vivíparo (até 25 filhotes).
Longevidade: Aproximadamente 15 anos.
Habitat e distribuição geográfica: Habita principalmente florestas na América do Sul. Encontrada na Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Possui hábito noturno.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: A suaçuboia possui estruturas especiais ao longo das escamas da boca, chamadas de fossetas labiais, que auxiliam na busca por alimento, podendo encontrar um roedor ou ave mesmo com total ausência de luz. Devido ao corpo alongado, desfere botes muitas vezes descoordenados. Costuma tentar morder quando tem seu território ameaçado.

 

 

Tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Testudines
Família – Podocnemididae

 

Características: Apesar do nome, a tartaruga da Amazônia é na verdade um cágado. Mesmo porque, tartaruga é o nome designado especificamente para os quelônios marinhos. A tartaruga da Amazônia é também conhecida como tartaruga verdadeira. Os inimigos naturais da Tartaruga-do-amazonas, quando filhotes, são os urubus, as piranhas, os jacarés, os jaús e alguns peixes grandes. Pode atingir até 80 cm de tamanho e 60 kg de peso.
Alimentação: Onívora, incluindo vegetais, frutas e peixes.
Reprodução: Ovípara, média de 60 a 100 ovos
Longevidade: Acima de 100 anos
Habitat e distribuição geográfica: Norte do Brasil, Guianas, Venezuela e Colômbia
Status de conservação (IUCN): Pouco peocupante.
Curiosidades: Embora a tartaruga-da-Amazônia não desove necessariamente na mesma praia (sítio reprodutivo) todos os anos, há evidências de que voltem para a mesma parte (região) do rio anualmente.

 

 

Tarataruga-mordedora (Chelydra serpentina)

 

TAXONOMIA
Classe – Sauropsida
Ordem – Testudines
Família – Chelydridae

 

Características: Um dos maiores cágados encontrados nas Américas. Possui uma mordida extremamente potente, podendo dilacerar o membro mordido. Pode medir até 50 cm e pesar 40 kg.
Alimentação: Onívora, incluído plantas, peixes, anfíbios, répteis, aves, mamíferos e invertebrados
Reprodução: Ovípara, média de 20 a 30 ovos (existem casos de mais de 80 ovos)
Longevidade: 30 a 40 anos
Habitat e distribuição geográfica: Toda a América (Sul, Central e Norte)
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: Quando molestada, costuma eliminar forte odor a partir de glândulas, fazendo isso normalmente para afugentar predadores.

 

 

Tartaruga-da-península (Pseudemys floridana)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Testudines
Família – Emydidae

 

Características: Tem como principal característica a cor amarela imaculada em seu plastrão e a falta de uma cúspide em forma de U na mandíbula superior. Pode medir até 40 cm e pesa cerca de 3 kg.
Alimentação: Onívoros na fase juvenil e herbívoros quando adulto.
Reprodução: Ovípara, entre 12 e 20 ovos
Longevidade: Aproximadamente 40 anos
Habitat e distribuição geográfica: Sudeste dos Estados Unidos
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: É a maior espécie herbívora de água doce dentre as demais espécies do gênero Pseudemys.

 

 

Teiú-comum (Tupinambis merianae)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Teiidae

 

Características: Lagarto comum no interior do Brasil, possui cabeça pontiaguda, mandíbulas fortes, língua bífida e cauda longa e arredondada. Os filhotes nascem de cor esverdeada mas vão perdendo a coloração gradativamente tornando-se acinzentados com listras negras irregulares ao envelhecer a parte ventral é clara. Podem atingir aproximadamente 1,5m
Alimentação: Onívoro.
Reprodução: Ovípara.
Longevidade: 15 anos
Habitat e distribuição geográfica: Cerrado e caatinga, Diurnos e terrestres
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: Um dos maiores lagartos do Brasil e quando adulto se torna agressivo usando da sua cauda como proteção.

 

 

Teiú-vermelho (Tupinambis rufescens)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Squamata
Família – Teiidae

 

Características: Lagarto comum no interior do Brasil, possui cabeça pontiaguda, mandíbulas fortes, língua bífida e cauda longa e arredondada. Possui escamas marrom-avermelhadas e podem chegar a aproximadamente 1,5m de comprimento.
Alimentação: Onívoro.
Reprodução: Ovípara.
Longevidade: 15 anos
Habitat e distribuição geográfica: América do Sul. Terrestres e diurnos.
Status de conservação (IUCN): Pouco preocupante.
Curiosidades: Mesmo sendo terrestres o Teiú pode escalar árvores quando necessário. Quando ameaçado o Teiú fica imóvel utilizando sua cor para se camuflar no ambiente e pode emitir um silvo para alertar sua presença. Após o nascimento dos filhotes a fêmea apresenta o cuidado parental até que seus filhotes consigam caçar por conta própria.

 

Tigre-d’água-norte-americano (Trachemys scripta)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptilia
Ordem – Testudinata
Família – Emydidae

 

Características: Pode ser chamado também de tartaruga-do-ouvido-vermelho por ser facilmente reconhecível pela faixa vermelho-alaranjada que apresenta nos dois lados da cabeça. Possui manchas circulares no ventre e bordas do casco. Pesam cerca de 3 kg e podem chegar até 35 cm de tamanho.
Alimentação: Onívora
Reprodução: Ovípara, média de 10 ovos
Longevidade: Aproximadamente 30 anos
Habitat e distribuição geográfica: É nativo dos Estados Unidos
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: São diversas vezes ilegalmente comercializado como animal de estimação e com isso começou a surgir em lugares fora do seu habitat natural, possivelmente oriundo de abandonos dos donos.

 

 

 

Tigre-d’água-sul-americano (Trachemys dorbigni)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptilia
Ordem – Testudines
Família – Emydidae

 

Características: Tartaruga comum em nossos rios, banhados e lagoas. Possui linhas amareladas por todo o corpo, por isso seu nome. Seu ventre é quase que totalmente manchado. Pesam cerca de 3 kg e podem chegar até 35 cm de tamanho.
Alimentação: Onívora
Reprodução: Ovípara, média de 10 ovos
Longevidade: Aproximadamente 30 anos
Habitat e distribuição geográfica: Rio Grande do Sul (Brasil), Uruguai e Nordeste da Argentina
Status de conservação (IUCN): Desconhecido.
Curiosidades: São diversas vezes ilegalmente comercializado como animal de estimação e com isso começou a surgir em lugares fora do seu habitat natural, possivelmente oriundo de abandonos dos donos.

 

 

 

 

Tracajá (Podocnemis unifilis)

 

TAXONOMIA
Classe – Reptila
Ordem – Testudines
Família – Podocnemididae

 

Características: É uma espécie de cágado comum na Amazônia e é visado pelo comércio ilegal porque faz parte do cardápio habitual das populações ribeirinhas. Têm como característica manchas amarelas bem visíveis na cabeça. Mede em torno de 45 cm e pesa em média 8 Kg.
Alimentação: Onívora
Reprodução: Ovípara, põe por volta de 20 ovos
Longevidade: Pode chegar a 90 anos
Habitat e distribuição geográfica: Ocorre regiões Norte, Centro-oeste e parte da região Nordeste do Brasil. Bolivia, Colombia, Peru, Equador, Venezuela e Guianas.
Status de conservação (IUCN): Vulnerável.
Curiosidades: O sexo é determinado pela temperatura de incubação dos ovos. No laboratório, machos foram produzidos em temperaturas de 28, 30 e 31ºC, enquanto fêmeas nascem de ovos incubados principalmente em temperaturas acima de 32ºC.

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