Governo do Distrito Federal
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25/09/17 às 15h28 - Atualizado em 16/05/19 às 15h44

Tigre Rabisco morre aos 16 anos

 

Foto: André Borges/Agência Brasília

O que dizer quando um ente querido morre? Como expressar a perda de alguém que, durante 16 anos, compartilhou o dia a dia? Estas são as perguntas dolorosas com as quais o Zoológico de Brasília iniciou a manhã de sexta-feira (22).

 

O tigre-de-bengala Rabisco, nascido na Fundação Jardim Zoológico de Brasília, morreu na sexta-feira (22). Aos 16 anos, o felino já apresentava problemas crônicos compatíveis com a idade e teve uma piora no quadro de saúde com sinais de insuficiências cardíaca e renal.

 

Animais da espécie de Rabisco vivem em média 14 anos na natureza. Nos zoológicos, podem chegar a 20 anos. A superação da expectativa de vida , é uma prova dos cuidados dedicados a todos os animais na Fundação Jardim Zoológico de Brasília e demonstra que podemos sim, com conhecimento e dedicação, fazer a diferença para as espécies que abrigamos e, com esperança, construir um mundo melhor para todas elas.

 

Em julho, Rabisco passou por uma cirurgia para restaurar os dentes. A necessidade da intervenção foi identificada durante exames de rotina. O felino fazia parte da segunda geração de tigres a nascer no Distrito Federal por meio de um dos programas mais bem-sucedidos de reprodução da espécie no País.

 

Tigres-de-Bengala como o Rabisco, e todas as demais cinco subespécies de tigre, são considerados ameaçados de extinção pela caça e destruição do seu habitat. Só para se ter uma ideia, existem hoje menos de 3 mil tigres nas florestas da Ásia. Um grande contraste quando comparamos às estimativas de 6 mil sob cuidados humanos em zoológicos de todo o mundo. Estes são indivíduos que, assim como o Rabisco, têm muito a nos ensinar. Eles ajudam a educar crianças e adultos que os visitam, mobilizando-os a fazer algo para ajudar os ambientes naturais e seus parentes selvagens. Fornecem informações sobre o seu comportamento, sua fisiologia, reprodução, e todo o tipo de coisa que podemos usar para aumentar suas populações e mantê-las saudáveis. O mais importante, eles nos encantam e nos fascinam, lembrando-nos de que não há a opção de desistir na luta pela existência de suas espécies e, num contexto maior, pela conservação de todas as formas de vida deste planeta.

 

É por isso que, no fundo, Rabisco foi um guerreiro. Ele lutou bravamente ao lado de cada um dos membros da equipe do Zoo Brasília por um mundo melhor. No entanto, a idade pode pesar até para os mais bravos guerreiros. Mas a luta não pode terminar e, em respeito ao legado do Rabisco, a Fundação irá continuar o trabalho de conservação em conjunto com os tigres Dandy e Maia e todos os outros 850 animais do plantel. Segundo o diretor-presidente, Gerson Norberto, “os zoológicos são hoje indispensáveis para salvar a biodiversidade. Nenhum outro lugar tem mais conhecimento do que um zoológico comprometido com a conservação de especies selvagens, para produzir uma população capaz de sobreviver a partir de poucos exemplares de uma espécie. Continuaremos com nossos trabalhos, e faremos da saudade um estimulo a continuar em frente, sem limites para a conservação”.

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