O primeiro dia do 48º Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) reuniu autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF), estudantes, pesquisadores e profissionais do mundo todo que dedicam suas vidas à proteção da biodiversidade.
O evento, que aborda a importância de uma gestão eficiente e planejada para maximizar o impacto dos zoológicos na conservação, acontece na União Pioneira de Integração Social (Upis), do dia 10 a 14 de junho.
O diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, abriu o congresso destacando a contribuição do evento para construir estratégias que unam as instituições. “A gente sabe a importância do nosso trabalho. Temos um papel fundamental na conservação e pesquisa e teremos um evento com muita troca de experiência. É o momento de nos fortalecermos como instituição”.
A presidente da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil, Nancy Banevicius, comentou que o tema do congresso vem de uma demanda que tem recebido de todos os parceiros: comunicação. “As instituições desenvolvem grandes trabalhos, mas talvez não estejamos conseguindo atingir todos os públicos com a nossa missão”, enfatizou.
A mesa de abertura ainda contou com a presença do Secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, do representante da Secretaria de Governo, Flávio Araújo, do Secretário Executivo de Finanças, Orçamento e Planejamento, Thiago Rogério Conde, do Presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, do representante do Conselho Federal de Medicina Veterinária, José Leonardo, do presidente do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, Mauro Oliveira Pires e do representante da Associação Brasileira dos Zootecnistas, Cássio José da Silva.
Diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, na abertura do Congresso
Esforços in situ e ex situ
A palestra de abertura do evento foi ministrada pela Paula Cerdán, da World Association of Zoos and Aquariums (WAZA). Ela destacou os modos como os zoológicos podem atuar como pontes entre ações de campo e sob cuidados humanos para a conservação de espécies.
“Aparentemente, precisamos mudar drasticamente a forma como estamos conservando as espécies. Se não, não iremos ver as coisas mudarem. Precisamos investir em soluções sustentáveis e nos certificar de que a conservação é uma responsabilidade compartilhada”.
Em seguida, Raymond van der Meer, da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (EAZA), apresentou a importância das parcerias entre zoológicos e aquários no desenvolvimento de estratégias de manejo populacional voltadas à conservação de espécies ameaçadas.
“Precisamos convidar ativamente os profissionais, estudantes e todos ativos na causa para trabalharmos juntos na conservação. Há muito para falar sobre nossos programas e quanto deles são críticos para a sobrevivência das espécies”, finalizou Raymond.
Artigos destacam atuação dos profissionais
O primeiro dia do evento ainda contou com exposição de trabalhos científicos de estudantes de graduação, pós-graduação, docentes do ensino superior, pesquisadores, profissionais de zoológicos ou aquários.
As áreas de conhecimento dos trabalhos expostos são: biologia, comportamento e bem-estar animal, medicina veterinária, educação ambiental, nutrição ambiental e gestão de zoológicos e aquários.
Exposição de trabalhos científicos
De acordo com o diretor-presidente, Wallison Couto, a participação das pesquisas científicas e tecnológicas engrandecem o congresso e abrem espaço para que os estudantes também façam parte do evento. “É uma oportunidade para todos aprenderem juntos ao longo dos quatro dias de evento”, comentou.
Congresso segue na semana
O 48º Congresso da AZAB acontece até sábado (14/06) com uma programação de palestras, mesas-redondas e minicursos.
Confira a programação completa aqui.
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